Índices e rankings refletem decadência dos últimos anos de administração Yasuda

Notas da administração do ex-prefeito Yasuda nas últimas edições do Índice Firjan da Gestão Fiscal, Índice de Efetividade da Gestão Municipal, Índice Paulista de Responsabilidade Social e ranking da Transparência do MP despencaram

Por Redação 21/11/2017 - 10:10 hs

As edições mais recentes de quatro importantes índices da gestão pública e qualidade de vida dos municípios brasileiros refletiram o vertiginoso declínio dos últimos anos da administração do ex-prefeito Oscar Yasuda.

Firjan (IFGF 2016)
Pelo Índice Firjan da Gestão Fiscal (IFGF) de 2016, o último divulgado, a administração Yasuda caiu 31 posições no ranking estadual, chegando a 482ª colocação de 645 avaliados. Já no ranking nacional a queda foi de 413 posições, o que fez com que Yasuda chegasse a 3713ª colocação. Com isso, a gestão do ex-prefeito, encerrada no final de 2016, foi enquadrada no grupo das 25% piores do Estado e as 33% piores do país.

O Índice FIRJAN é composto por cinco indicadores: receita própria, que avalia o grau de dependência dos municípios com relação às transferências estaduais e federais; gasto com pessoal, que mede o grau de comprometimento do orçamento com a folha de salários do funcionalismo municipal; investimentos, que mede o percentual das receitas que o município destina aos investimentos públicos; liquidez, que verifica se a prefeitura está deixando em caixa dinheiro suficiente para honrar suas obrigações de curto prazo; e custo da dívida que avalia o comprometimento do orçamento com o pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos em anos anteriores. A média das notas obtidas pela antiga administração municipal de Pompeia nesses cinco indicadores foi 0,3563, o que rendeu o conceito D à antiga gestão, considerada crítica.



Tribunal de Contas (IEGM 2017)
Já na avaliação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, o governo Yasuda caiu duas faixas nos indicadores da saúde, do planejamento e da proteção aos cidadãos. Nos indicadores planejamento e proteção aos cidadãos a antiga gestão obteve a avaliação C, que denota “baixo nível de adequação”, a pior nota da escala da publicação. Na média geral do IEGM 2017, a administração Yasuda foi rebaixada de B+ para B.

Esse índice é composto por 7 índices setoriais, consolidados em um único índice por meio de um modelo matemático que, com foco na análise da infraestrutura e dos processos dos entes municipais, busca avaliar a efetividade das políticas e atividades públicas desenvolvidas pelos seus gestores.

Assembleia Legislativa de São Paulo (9ª edição do IPRS)

Pompeia que em 2012 pertencia ao Grupo 1 do Índice Paulista de Responsabilidade Social foi rebaixada em 2014 para o Grupo 2. Esse grupo agrega os municípios bem posicionados na dimensão riqueza, mas com deficiência em um dos outros dois indicadores que compõem o IPRS, longevidade ou escolaridade. Na última edição da avaliação, o município registrou queda significativa nos dois indicadores.

No ranking da escolaridade, Pompeia, sob a gestão do ex-prefeito Oscar Yasuda, caiu da 44ª para a 153ª colocação. Já no ranking estadual da longevidade, a administração do ex-prefeito despencou da 168ª para a 515ª colocação, no estado. A queda vertiginosa no indicador longevidade se deu, principalmente, pelo aumento das taxas de mortalidade no município, registradas entre 2012 e 2014. A taxa de mortalidade infantil (por mil nascidos vivos) elevou-se de 7,85 para 12,97; a taxa de mortalidade perinatal (por mil nascidos) elevou-se de 14,25 para 19,26; a taxa de mortalidade das pessoas de 15 a 39 anos (por mil habitantes na mesma faixa etária) elevou-se de 1,25 para 1,45; a taxa de mortalidade das pessoas de 60 a 69 anos (por mil habitantes na mesma faixa etária) aumentou de 16,40 para 17,44. Com isso, a nota de Pompeia no indicador agregado de longevidade ficou abaixo da média estadual, em 2014.

Ministério Público Federal (Ranking da Transparência 2016)

A administração do ex-prefeito Oscar Yasuda também despencou no ranking da transparência do Ministério Público Federal. Avaliação de 2016, recém-divulgada pelo programa de Combate à Corrupção do MPF, revela que ex-prefeito deixou o governo na 362ª posição no ranking da transparência estadual. A queda foi de 184 posições na segunda avaliação. A nota do antigo governo ficou abaixo da média do Estado de São Paulo.

O que se vê é que as publicações, neste caso, refletiram a realidade de um governo que entregou uma frota sucateada, uma dívida milionária, município com restrição de crédito (sem a CND), obras inacabadas, prédios e espaços públicos abandonados (Tempo Útil, Cozinha Piloto, Anfiteatro, praças e parques infantis), saúde na UTI, com falta de medicamentos, fila de espera com mais de 2 mil pessoas para exames e consultas e equipamentos das unidades de saúde sem manutenção. Com tamanha herança maldita, é possível dizer que a administração da prefeita Tina Januário está tirando leite de pedra para tirar Pompeia do buraco. Com a casa em ordem já é possível notar uma série de sinais de que tempos melhores virão.  



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