Vereadores protocolam pedido de abertura de CPI para apurar indícios de superfaturamento em contratos da gestão Yasuda

Parlamentares estranharam os gastos excessivos com serviços de dedetização e desratização registrados em 2016

Por Jornal O Dia 11/01/2018 - 17:58 hs

Levantamento realizado pela atual administração da prefeita Tina Januário identificou que o ex-prefeito Oscar Yasuda gastou R$ 4.750,00 com a dedetização do prédio da Cozinha Piloto em 2016, mediante a contratação da empresa THIAGO DONEGA – ME. O custo da dedetização chegou a quase R$ 20,00 por metro quadrado, muito mais do que o custo médio observado no mercado, que é de cerca de R$ 1,00 por metro quadrado. Em 2017, o governo Tina Januário investiu menos de R$ 400,00 na dedetização completa da Cozinha Piloto, menos de 10% do valor gasto pela antiga administração.

A título de comparação, a Controladoria Geral da União (CGU), investiu um valor total anual de R$ 6.682,20 para a dedetização de uma área de mais de 31 mil metros quadrados, perfazendo um custo de 21 centavos por metro quadrado, quase 100 vezes menos do que o valor pago pela administração Oscar Yasuda para a dedetização da Cozinha Piloto em 2016.

Diante do apurado, os vereadores Márcio Rogério Caffer, Waldemar Merêncio “De Bolachinha”, Adriana Borrasca, Rodolfo Marino, Nê Fernandes e Valdir Cervelin “Leão” assinaram o pedido de abertura de uma  Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para a investigação do caso. Segundo o vereador Café, é possível falar em indícios de superfaturamento na contratação dos serviços. “Não conseguimos identificar nada que justifique tamanhos gastos com dedetização pela gestão Yasuda. Nem que a cidade estivesse infestada de ratazanas gigantes esse serviço seria tão caro”.

Em 2014, uma denúncia feita ao Tribunal de Contas (TC 3214/989/14) pelo vereador Márcio Rogério Caffer, o Café, já havia culminado com as contratações de empresas de dedetização realizadas pelo ex-prefeito Oscar Yasuda nos anos de 2012 e 2013 julgadas irregulares. No processo, o antigo gestor municipal acabou sendo condenado ao pagamento de multa.