DHS descarta morte por Leishmaniose em Pompeia

Notícia falsa induz cidadãos ao engano

19/01/2018 - 16:00 hs

O Departamento de Higiene e Saúde descartou nesta sexta-feira (19) que a morte de um pompeense de 27 anos, tenha sido causada por Leishmaniose. A suspeita foi levantada nesta quinta-feira (18) depois de uma página do Facebook ter tentado induzir ao erro a população por meio de divulgação de informações não checadas.

A página do Facebook afirma que procurou os setores de comunicação da Prefeitura Municipal e do DHS, para que prestassem quaisquer informações sobre o tema da referida reportagem, o que não ocorreu segundo a assessoria de imprensa do DHS, fazendo com que por este motivo, a atual administração se manifeste para repor a verdade dos fatos.
             
Adriana Fernandes Parra, enfermeira da Vigilância Epidemiológica, entrou em contato com o Hospital das Clínicas de Marília e foi informada, através do laudo emitido pelo hospital que estaria descartada a morte em decorrência de Leishmaniose. “O paciente não apresentava sintomas decorrentes da doença como febre prolongada, úlceras escuras na pele, aumento do baço, aumento do fígado, leucopenia ou anemia”, informou Adriana.
               
Segundo consta, o paciente citado pela página veio em busca de emprego na cidade de Pompeia, e até então estava desempregado e vinha realizando alguns bicos pela cidade. Adriano era alcoólatra, usuário de drogas e em 5 de janeiro, foi encontrado caído dentro de sua residência.

Exames constataram que Adriano já possuía uma doença neurológica conhecida como hidrocefalia, na qual não tinha conhecimento. O paciente que deu entrada na Santa Casa na mesma data, teve a piora de seu quadro, sendo transferido para o HC, onde faleceu no último final de semana.

Na certidão de óbito, consta que o motivo da morte foi “choque séptico e meningoencefalite”. Posteriormente, a meningite foi descartada pelo quadro de hidrocefalia obstrutiva com necessidade de derivação, que quando realizada, apresentou uma alteração no liquor. Nada que se assemelhe com a Leishmaniose, doença infecciosa causada pela multiplicação dos protozoários do gênero Leishmania no organismo do homem ou de animais.
               
Em nota, o superintendente do DHS, Rogério Teixeira Barbosa “Pida”, lamentou e repudiou com veemência essa prática. “Prezamos, enquanto gestores, sem qualquer sombra de dúvida, pela transparência, seguida do compromisso com o dever de prestar contas do trabalho realizado à população e tão só a ela. Noticiar algo sem atentar para a veracidade do fato é um crime, e poderia ter causado pânico entre os moradores. Atitude irresponsável, uma vez que já estamos apreensivos e focados em outra campanha importante nesta época do ano, no caso, contra o mosquito da Dengue”, disse.

Até o momento, nenhum caso de óbito de pessoas com Leishmaniose foi registrado em Pompeia. Caso ocorra, nesta ou em qualquer outra cidade, o município é imediatamente notificado e o óbito fica notado.