Plano de recuperação judicial da Clealco é aprovado e usina é colocada à venda

Assim que for homologado, será iniciado o processo de venda da UPI da unidade de Queiroz

03/05/2019 - 18:39 hs

Credores do grupo Clealco, que tem usinas sucroalcooleiras em Clementina, Queiroz e Penápolis (SP), aprovaram em assembleia realizada nesta quinta-feira (2) o Plano de Recuperação Judicial da empresa. Entre as medidas previstas, está a venda da UPI (Unidade Produtiva Independente) da unidade de Queiroz, a única do grupo que está em operação nesta safra. 

A informação foi divulgada pela companhia no início desta noite, porém não há detalhes de como será o processo de venda. 

De acordo com o comunicado, a aprovação do plano foi obtida em prazo recorde, dez meses após o pedido de recuperação judicial e com a concordância de mais de 90% dos credores habilitados. Para a empresa, o resultado "reflete a confiança depositada na Clealco, que buscou atender a todas as partes interessadas de forma equilibrada." 

Agora, o plano será submetido à homologação pelo Juízo da Recuperação e "imediatamente após a conclusão desta etapa será iniciado processo de venda da UPI da unidade de Queiroz, que tem capacidade de moagem de 4,5 milhões de toneladas e está em plena operação no ciclo 2019/20”, informou, sem dar detalhes. 

A operação acontece, de acordo com a empresa, no momento em que a companhia está investindo na formação e renovação de canaviais, com previsão de plantar em 2019 mais de 11 mil hectares de cana-de-açúcar, entre áreas próprias e fomento junto a parceiros estratégicos.

Recuperação
 

 

O pedido de recuperação judicial foi ajuizado pela Clealco em julho do ano passado, no Fórum Estadual de Birigui. A dívida é superior a R$ 1 bilhão. 

Na época, a unidade de Penápolis, que tem capacidade para moer até 2 milhões de toneladas de cana, já estava parada. Neste ano, a unidade de Clementina também estaria fora de operação por falta de matéria-prima. Conforme apuração da reportagem, a venda da UPI de Queiroz é uma estratégia para operacionalizar as duas plantas. 

A reportagem entrou recentemente em contato com o grupo para obter informações sobre a safra 2019/20 e a operação das unidades, porém não recebeu nenhum retorno.

 

Fonte: Aline Galcino - Hojemais Araçatuba