Acusado de matar ex-mulher na saída de escola é condenado a 30 anos de prisão em Tupã

Maicon Douglas Silva Santos foi condenado à pena máxima pelo Tribunal de Júri por homicídio qualificado. Crime aconteceu em abril de 2017.

Por G1 03/09/2019 - 16:58 hs

A Justiça condenou a 30 anos o homem acusado de matar a ex-mulher a tiros após ela sair da escola em Tupã (SP) em abril de 2017. Maicon Douglas Silva Santos foi condenado pelo Tribunal do Júri realizado nesta segunda-feira (2).

O julgamento começou às 9h e a sentença foi divulgada quase dez horas depois, por volta das 19h. O crime aconteceu no dia 3 de abril de 2017.

Maicon Douglas recebeu dos jurados a pena máxima pelos crime de homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, uso de emboscada e feminicídio) contra a ex-mulher, e por tentativa de homicídio, contra um colega da vítima que teve a mochila atingida por um disparo.

A Justiça também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou que ele continuasse preso. A defesa de Maicon Douglas informou que vai recorrer porque o convênio de assistência judiciária prevê a necessidade do recurso.

O crime
O suspeito se entregou um dia após o crime e confessou à polícia ser o autor dos disparos contra a ex-mulher, Janaine Alves dos Santos, de 23 anos, assassinada quando voltava da aula. Maicon Douglas foi liberado logo após o depoimento.

Dias depois, porém, a Justiça decretou a prisão de Maicon Douglas, que foi preso no dia 12 de abril daquele ano. Em seu depoimento, o suspeito confessou à polícia que arrumou uma arma e matou a ex com quem foi casado por cinco anos, depois da troca de ameaças entre os dois.

À polícia, Maicon Douglas também deu detalhes de como cometeu o crime. Ele contou que seguiu a jovem, que saiu da aula na companhia de dois colegas, e que quando ela percebeu que estava sendo seguida começou a atirar.

A mulher foi baleada várias vezes e chegou a ser socorrida para o pronto-socorro da cidade, mas não resistiu. Um dos disparos atingiu a mochila de um dos colegas dela, mas a bala ficou alojada em um caderno e ele não se feriu.

À época, a mãe da vítima admitiu que estava com medo por conta das ameaças que Maicon fazia contra a filha e contra sua família antes do crime.

A dona de casa Ana Maria dos Santos disse que as ameaças eram por causa de ciúme e pela exigência da pensão alimentícia da filha de 4 anos do casal.