Tupã realiza ações de bloqueio após confirmação de caso de leishmaniose visceral

Caso foi confirmado em criança de 4 anos, que segue internada em estado estável. Em 2019, o município registrou 3 casos da doença, incluindo uma morte.

Por G1 22/01/2020 - 17:01 hs

Após a confirmação do primeiro caso do ano de Leishmaniose Visceral em uma criança de 4 anos em Tupã (SP), a Secretaria da Saúde deu início às ações de bloqueio na cidade, começando pelo bairro onde a criança foi infectada.

A ação de bloqueio estava prevista para ter início no município em abril, mas com o registro do caso, foi antecipada. Nela, os agentes visitam as casas dos bairros observando o comportamento do animal e avaliando se pode haver o risco de infecção.

A criança segue internada em estado estável no Hospital das Clínicas de Marília (SP).

O vírus hospedeiro da doença é encontrado em cachorros, mas no animal, o vírus não se desenvolve. Para que o ser humano seja infectado, é necessário que o mosquito palha, transmissor, pique o ser humano logo em seguida de picar o animal.

De acordo com o coordenador de zoonoses de Tupã, Robson Pereira da Silva, os sintomas que possivelmente podem ser constatados nos animais é a queda de pelo, emagrecimento, crescimento das unha, feridas em volta dos olhos e focinho ressecado.

Se alguns destes sintomas for constatado e for confirmado o diagnóstico de Leishmaniose, é necessário que o dono do animal entre em contato com a Secretaria da Saúde para que a Zoonoses colete o animal.

Em 2019, o município registrou 3 casos da doença, incluindo uma morte. Para solicitar a presença da equipe de zoonoses para avaliação do animal, o morador deve ligar para o número (14) 3404-2202.