Acusado de matar enteado de 1 ano é preso na zona Sul de Marília

Laudo necroscópico contestou versão apresentado pelo desempregado Felipe Guedes da Siiva, que foi indiciado pelo assassinato da criança

Por Matheus Brito/Jornal da Manhã 17/12/2020 - 13:44 hs

O desempregado Felipe Guedes da Silva, de 29 anos, foi preso por policiais civis na manhã de quinta-feira (17) em residência no bairro Nova Marília III, na zona Sul. Ele é acusado de causar lesões que mataram o enteado de 1 ano e três meses, em crime ocorrido em setembro do ano passado.

Segundo o coordenador da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, José Carlos Costa, durante a investigação o acusado apresentou a versão de que sua namorada trabalhava durante a noite e que a criança ficou sob sua responsabilidade.

Por volta das 6h30, Silva teria acordado para tomar banho e deixou a criança deitada num colchão na sala. Minutos depois, ele ouviu um barulho e ao checar notou que a vítima havia sofrido uma queda. Ele colocou o menino no sofá e retornou ao banheiro.

Ao terminar o banho, percebeu que a criança estava passando mal e não respirava, e acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A vítima foi socorrida para o PA (Pronto-Atendimento) da zona Sul, mas não resistiu e morreu.

A versão do desempregado foi contestada pelo médico legista. O exame necroscópico atestou que a criança tinha apenas 70 centímetros e pouca condição de adquirir força para produzir quadro de traumatismo craniano encefálico grave. O documento afirma que o mais provável é que tenha ocorrido agressão com natureza homicida.

Na conclusão da investigação, o desempregado foi indiciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Na manhã de quinta-feira, por volta das 5 horas, policiais civis do Setor de Inteligência cumpriram o mandado e prenderam o acusado em residência na rua Narciso Ribeiro. “O acusado tem passagens na polícia pelo crime de roubo e tentativa de homicídio”, disse o delegado.

O desempregado foi recolhido para a penitenciária de Marília. Se condenado, ele pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão em regime fechado.