Provedor da Santa Casa de Pompeia lamenta descaso do Governo do Estado

11/01/2021 - 18:10 hs

O provedor da Santa Casa de Pompeia, Alair Mendes Fragoso, lamentou o corte de recursos de 12% dos Programas Pró-Santas Casas e Santas Casas SUStentáveis, destinados ao custeio das Santas Casas e hospitais filantrópicos do Estado, por parte do Governo do Estado de São Paulo, que prejudicará o atendimento à população de uma forma direta. “Vivemos com dificuldades, e ainda com uma atitude desta, ficará mais difícil ainda”, lamentou o dirigente pompeiano que promove 90% do atendimento realizado na Santa Casa de Pompeia junto ao convênio do Sistema Único de Saúde (Sus). “Essa medida publicada no Diário Oficial, afeta diretamente recursos essenciais para os hospitais, que são responsáveis por mais de 50% do atendimento do Sus no Brasil, especialmente no interior do estado, onde os equipamentos de saúde são referência para a alta complexidade e tratamento da Covid-19”, disse o dirigente em tom de preocupação.

Em meio à maior crise de saúde mundial, as 180 entidades que realizam a maior parte do atendimento no Estado terão corte de R$ 80 milhões no ano. O setor que destina mais de 47 mil leitos de enfermaria, mais de 7 mil leitos de UTI ao Sus, representa mais de 50% das internações e mais de 70% dos atendimentos em alta complexidade, como oncologia, cardiologia e transplantes, está indignado com a resolução do governo estadual. “Todos serão prejudicados”, disse. “Pompeia será afetada e em breve a população perceberá o descaso do Governo Estadual que jamais poderia, numa época dessa, tomar esta medida”, falou indignado o dirigente pompeiano que vem mantendo contatos com Deputados Estaduais simpatizantes a Santa Casa de Pompeia, para mais conhecimentos sobre o caso e na esperança de reversão da medida.

Segundo a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), mais de 200 municípios do Estado, a Santa Casa ou o hospital filantrópico são os únicos equipamentos de saúde para atendimento à população. No atendimento aos pacientes com Covid-19 não é diferente. Em algumas regiões do Estado, como Araçatuba, Barretos, Franca e Presidente Prudente, os atendimentos são 100% filantrópicos e nas demais regiões do Estado, exceto Capital, em média 60% dos atendimentos Covid são em hospitais com esse perfil. “A redução dos recursos de custeio impactará em todos os atendimentos dessas unidades”, diz a nota divulgada pela federação, assinada pelo presidente Edson Rogatti. “Os programas estaduais já sofriam com defasagem dos valores e cortes anteriores, mas não irão suportar o mesmo volume e qualidade de atendimento com esse corte em plena pandemia”, completa a nota de repúdio ao Governo do Estado de São Paulo.

De acordo com alguns Deputados Estaduais que teve acesso, o provedor da Santa casa de Pompeia disse que haverá um movimento no sentido de se evitar esse corte, com ação direta na Assembleia Legislativa e audiências exclusivas com o próprio Governador Estadual. “Numa época em que se combate a pandemia, comprando vacinas e protegendo a população, por outro lado, se faz uma ato negativo como este”, comparou o provedor da Santa Casa de Pompeia, Alair Mendes Fragoso, que está unido com os demais dirigentes na área da saúde paulista para um movimento de repúdio e reversão ao corte.