Mulher é espancada ao confrontar marido sobre estupro de criança no litoral de SP

De acordo com o relato da mulher à polícia, a criança disse que foi ameaçada pelo padrasto caso contasse à mãe sobre o abuso. Menina afirma que falou que estava doendo e ele não parou de a tocar mesmo assim.

18/05/2021 - 09:28 hs

Uma mulher foi agredida em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após confrontar o próprio marido sobre a veracidade de ele ter estuprado a própria enteada, de sete anos. Segundo informações obtidas pelo G1 nesta terça-feira (17), a criança contou que o homem, de 30 anos, afirmou que, se ela falasse sobre o abuso, não ganharia mais doces ou brinquedos.

Conforme apurado pelo G1, a mãe da criança, de 50 anos, relatou às autoridades que mora com o companheiro há cerca de seis anos, mas que não tem filhos com ele. De acordo com a mulher, ela tem três filhos, mas todos são de outro relacionamento.

À polícia, ela afirmou que o homem é agressivo e, há cerca de dois meses, a filha dela, de apenas sete anos, acordou com a calcinha cheia de sangue. Ao perguntar para a criança o que tinha ocorrido, a mãe afirma que a menina contou que o padrasto enfiou o dedo em sua região anal, apesar de ela dizer que estava doendo e que contaria para a mãe.

A criança ainda disse que o padrasto falou que, caso ela realmente contasse sobre o abuso sexual, não daria mais doces ou brinquedos à ela. Apesar da ameaça, a menina contou sobre o ocorrido.

Na data em que registrou a ocorrência, em 14 de maio, a mulher afirmou que foi xingada de lixo, além de outras palavras de baixo calão, e chegou a ser agredida com um soco no olho pelo companheiro, ficando com marcas e hematomas.

De acordo com ela, desde que descobriu sobre o estupro e acreditou na filha, passou a ser agredida pelo companheiro sempre que o manda embora de casa. Ela relata que pediu para que ele saísse por não aceitar o que ele fez, mas que o suspeito nega os fatos e diz que não sairá da residência.

O caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica e estupro de vulnerável na Delegacia da Mulher de Praia Grande, onde o caso segue sob a investigação da Polícia Civil. A Polícia solicitou medida protetiva para as vítimas.