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Pompéia,15/08/2022

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Operação fiscaliza mais de 220 mil quilos de amendoim em indústrias na região de Marília

Verificação foi finalizada nesta sexta-feira (24). Níveis de aflatoxina, que pode comprometer a saúde do consumidor, neste lote chegaram a 2,5 vezes o máximo permitido pela legislação brasileira.


Operação fiscaliza mais de 220 mil quilos de amendoim em indústrias na região de Marília





Uma operação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fiscalizou 224.015 quilos de amendoim nas indústrias alimentícias e 12.400 quilos foram apreendidos, suspensos de comercialização e processamento, por estarem contaminados por aflatoxina, na região de Marília (SP). Verificação foi finalizada nesta sexta-feira (24).

Segundo o Mapa, os níveis de aflatoxina neste lote chegaram a 2,5 vezes o máximo permitido pela legislação brasileira. As empresas, que não foram identificadas, estão sujeita à multa de quatro vezes o valor comercial da carga que pode chegar a até R$ 532 mil.

Os fiscais aplicaram o teste rápido para detecção da aflatoxina, que consiste em triturar a amostra e aplicar um reagente. O marcador, semelhante aos testes rápidos de Covid 19, indica se há contaminação ou não.

“O objetivo da ação especial foi evitar que amendoins contaminados ou com irregularidades fossem processados, industrializados e transformados. Ao suspender o beneficiamento e o processamento de amendoins contaminados ou irregulares, a fiscalização evitou que as paçocas, pés de moleque, amendoim japonês e as pastas de amendoim fossem elaborados com amendoins contaminados por aflatoxina”, explicou o auditor fiscal federal agropecuário Cid Rozo.

A aflatoxina que está presente naturalmente nos amendoins, pode comprometer a saúde do consumidor dependendo da quantidade e da frequência do consumo. A medida é expressa em partes por bilhão (ppb).

“O Mapa exige que qualquer amendoim comercializado ou processado no Brasil apresente no máximo 20 partes por bilhão de aflatoxinas totais, que é a quantidade segura para consumo pela população”, disse Eduardo Gusmão, auditor fiscal federal agropecuário de Marília.

Ao ser colhido das plantações, o amendoim passa pelos processos de secagem, descascamento, limpeza e blancheamento (retirada da pele). As empresas que beneficiam o produto, ou seja, preparam o amendoim para a comercialização, devem seguir um rigoroso sistema de garantia de qualidade.

“Este sistema visa assegurar que o amendoim já beneficiado e comercializado no Brasil esteja dentro do padrão higiênico sanitário exigido pelo Mapa e que atenda aos níveis seguros de aflatoxina para o consumo da população”, explicou Eduardo Gusmão.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o brasileiro consome em média 1,1 kg de amendoim por ano. Nos Estados Unidos, o consumo per capita chega a 7 kg por ano e, na China, é de 12 kg por ano. A média mundial é de 6 kg de amendoim ao ano.

São Paulo produz 80% do amendoim brasileiro, com valor bruto da produção (VBP) estimado em R$ 2,9 bilhões, segundo dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).





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