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Pompéia,19/08/2022

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Justiça condena homem por matar ex-companheira a 18 anos de prisão, em Pompeia


Justiça condena homem por matar ex-companheira a 18 anos de prisão, em Pompeia





Foi realizado nesta terça-feira (19), em Pompeia (SP), o júri de João Paulo de Castro, acusado de matar a tiros sua ex-companheira, Camila Eduarda Santos de Souza, de 19 anos, em fevereiro do ano passado.  João Paulo foi condenado pelo Tribunal do Júri a 18 anos e oito meses de prisão em regime fechado.

Atualmente, João Paulo está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Álvaro de Carvalho (SP). Por maioria de votos, os jurados acolheram todas as teses do Ministério Público (MP) sobre o feminicídio.

De acordo com a Polícia Civil, João Paulo trabalhava em uma fazenda na cidade de Oriente (SP) e pediu para um amigo levá-lo até a casa da ex-companheira para ver a filha de oito meses. No entanto, ao chegar ao local, o homem invadiu a casa, sacou um revólver e efetuou disparos contra a vítima.

Além de Camila, na casa também estavam a mãe da jovem, a filha bebê do casal e outra criança, de um ano e nove meses, filha da vítima de um relacionamento anterior.

A Polícia Civil informou que João Paulo fugiu após o crime. O homem que estava no carro com ele foi ouvido e liberado. O amigo contou à polícia que não sabia que o suspeito estava armado, nem que a intenção dele era matar a ex-companheira.

Alguns dias após o crime, o pai contou que a vítima era agredida e ameaçada pelo ex-companheiro, então com 37 anos.

Segundo Valderei Alves de Souza, a filha Camila vivia com o suspeito. Dois meses antes do homicídio, no entanto, a jovem pediu a separação e voltou a morar na casa dos pais.

"Ela era vítima de agressão, mas tinha medo de falar isso para a gente com medo da minha atitude", conta o pai da jovem.

Sem desconfiar que a filha era agredida e ameaçada, o pai contou que o ex-companheiro dela não levantava suspeita de ser agressivo.

"Para a gente aqui, ele aparentava ser uma pessoa super do bem, tratava ela bem na nossa frente, não aparentava ser esse monstro que se mostrou. Jamais a gente esperava que isso ia acontecer", explicou Valderei.

"Ele já desceu do carro disparando, atirando contra ela. Nisso ela entrou lá dentro gritando: 'mãe, me ajuda pelo amor de Deus, não quero morrer, pelo amor de Deus'. Aí, lá dentro, ele efetuou o tiro de misericórdia", lembra o pai da jovem, que não presenciou o crime, mas relatou o que ouviu da esposa.

"Meu desejo é que a justiça seja feita, que esse crime não caia no esquecimento e não fique impune. Esse é meu desejo de pai", declarou Valderei.







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