Economia brasileira cresce 2,5% em 2025, aponta prévia do Banco Central
Agropecuária forte e serviços impulsionam expansão, apesar da desaceleração no fim do ano
A economia do Brasil registrou expansão de 2,5% em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central do Brasil por meio do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia confiável do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado veio acima das expectativas de mercado e indica que a atividade econômica superou projeções iniciais, mesmo em um cenário de juros elevados e desafios externos.O IBC-Br, que monitora setores como agropecuária, indústria e serviços, mostrou que o destaque em 2025 foi o desempenho da agropecuária, que cresceu mais de 13%, beneficiando fortemente o resultado geral. O setor de serviços também contribuiu positivamente, com expansão que consolidou a tendência de recuperação após os impactos da pandemia e da alta dos juros nos últimos anos.
Apesar da leitura anual positiva, o índice registrou queda de 0,2% em dezembro de 2025 na comparação com novembro, o que reflete uma desaceleração no final do ano. No entanto, esse recuo mensal foi menos intenso do que o esperado por analistas, que previam uma contração maior frente ao desempenho agregado dos setores econômicos no último mês do ano.
Desempenho por setores
A agropecuária se consolidou como motor principal do avanço econômico em 2025, com alta robusta que compensou parte da moderação observada em setores como a indústria e o comércio. Já a indústria registrou crescimento mais modesto, enquanto os serviços continuaram em expansão, acompanhando a recuperação gradual da demanda interna.
Economistas destacam que esse padrão — com forte contribuição do agronegócio — segue uma tendência vista nos últimos anos, em que segmentos ligados à produção de commodities e exportações desempenham papel central no desempenho agregado da economia brasileira.
Comparação com projeções e contexto macro
O resultado de 2,5% ficou acima das projeções de mercado, que esperavam crescimento em torno de 2,3% para 2025, e sugere que a economia respondeu melhor que o previsto diante de um cenário de juros elevados — com a taxa básica (Selic) mantida em patamares restritivos para controlar a inflação.
Analistas afirmam que a evolução positiva, mesmo que moderada, confere margem para debates sobre flexibilizações fiscais ou ajustes de política monetária ao longo de 2026, especialmente se os próximos indicadores continuarem a sinalizar acomodação da inflação e estabilidade nos parâmetros macroeconômicos.
Expectativas para 2026
A divulgação dos dados do IBC-Br reforça a importância de acompanhar os resultados trimestrais e as projeções oficiais do PIB, que serão publicados em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A prévia aponta uma trajetória de crescimento sustentável, porém com sinais de desaceleração no ritmo de expansão em comparação com anos anteriores, que tiveram desempenhos mais robustos.
O contexto econômico em 2026 será influenciado por fatores como a política fiscal do governo federal, decisões de política monetária do Banco Central, desempenho do mercado externo e condições climáticas que afetam produção agrícola — componente importante no desempenho geral da economia.
Empresas, investidores e formuladores de políticas devem acompanhar os próximos relatórios econômicos, dados de inflação, emprego e atividade industrial para ajustar expectativas sobre crescimento, investimentos e consumo ao longo do ano.





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