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Renda média do brasileiro atinge maior nível da história e chega a R$ 3.367, aponta IBGE

Crescimento foi de 5,4% em relação ao ano anterior, mas desigualdade social segue elevada no país


Renda média do brasileiro atinge maior nível da história e chega a R$ 3.367, aponta IBGE

A renda média mensal da população brasileira atingiu em 2025 o maior patamar desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, iniciada em 2012. Os dados divulgados nesta sexta-feira (8) apontam que o rendimento médio chegou a R$ 3.367, representando crescimento de 5,4% em comparação ao ano anterior.

O levantamento também mostra que este é o quarto ano consecutivo de avanço na renda da população, refletindo a recuperação econômica observada após os impactos provocados pela pandemia da Covid-19.

Considerando todas as fontes de rendimento — como salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais —, o brasileiro recebe atualmente, em média, 8,6% a mais do que no período anterior à crise sanitária, em 2019.

O mercado de trabalho aparece como principal responsável pelo crescimento. Segundo o IBGE, a renda média das pessoas ocupadas alcançou R$ 3.560, outro recorde histórico dentro da pesquisa. O número de brasileiros com algum tipo de rendimento também cresceu, chegando a cerca de 143 milhões de pessoas, o equivalente a 67,2% da população.

Apesar dos indicadores positivos no cenário nacional, os dados revelam fortes diferenças regionais. O Centro-Oeste apresentou a maior renda média do trabalho, com R$ 4.133, seguido pela região Sul, com R$ 4.026. Já os menores rendimentos foram registrados no Nordeste, com média de R$ 2.475, e no Norte, com R$ 2.777.

O estudo também reforça o contraste social entre diferentes faixas da população. Famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família possuem renda média mensal de R$ 774 por pessoa, valor significativamente inferior ao registrado entre famílias que não dependem de programas sociais, cuja média chega a R$ 2.682.

Mesmo com a circulação de uma massa de rendimento considerada recorde no país, estimada em R$ 361,7 bilhões, a desigualdade segue como um desafio. Segundo o levantamento, os 10% mais ricos concentram mais de 40% de toda a renda nacional, recebendo quase 14 vezes mais do que os 40% mais pobres da população.

Os números reforçam um cenário de recuperação econômica acompanhado, ao mesmo tempo, pela manutenção das disparidades sociais e regionais no país.




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