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Brasil encerra Copa do Mundo em 11º lugar e iguala segunda pior campanha de sua história


Brasil encerra Copa do Mundo em 11º lugar e iguala segunda pior campanha de sua história

A eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 ganhou um capítulo ainda mais negativo após a definição das últimas vagas para as quartas de final. Com o encerramento das oitavas de final, o Brasil terminou oficialmente a competição na 11ª colocação geral, igualando a segunda pior campanha de sua história em Mundiais e registrando seu pior desempenho em 60 anos.

A equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti chegou ao torneio cercada de expectativa pela busca do hexacampeonato, mas acabou sendo eliminada nas oitavas de final pela Noruega, que venceu por 2 a 1 em uma atuação inspirada de Erling Haaland, autor dos dois gols da seleção europeia. A derrota interrompeu a caminhada brasileira logo no primeiro mata-mata e ampliou um longo período sem conquistar o principal título do futebol mundial.

A classificação final da Copa é definida pelo desempenho das seleções eliminadas, levando em consideração critérios como fase alcançada, campanha, saldo de gols, gols marcados e disciplina. Com esses critérios, o Brasil ficou atrás de outras equipes que também caíram nas oitavas de final, encerrando o Mundial na 11ª posição.

O resultado iguala a campanha de 1966, quando a seleção brasileira, então bicampeã mundial, foi eliminada ainda na fase de grupos disputada na Inglaterra. Naquela edição, o Brasil também terminou na 11ª colocação entre as 16 seleções participantes. Apenas a campanha de 1990, na Copa da Itália, é considerada inferior em termos de desempenho esportivo recente, já que a equipe também caiu nas oitavas, mas em um formato diferente de disputa.

Além da posição final, o desempenho brasileiro reacendeu questionamentos sobre o momento da Seleção. A equipe apresentou dificuldades ofensivas em boa parte da competição e encontrou problemas para transformar o domínio da posse de bola em chances claras de gol. Na eliminação diante da Noruega, o Brasil ainda desperdiçou um pênalti com Bruno Guimarães e sofreu com a eficiência do ataque adversário liderado por Haaland.

Carlo Ancelotti, que assumiu a Seleção durante o ciclo para a Copa de 2026, passou a ser alvo de críticas por escolhas táticas e substituições durante o confronto decisivo. A imprensa esportiva brasileira destacou principalmente a dificuldade da equipe em reagir após as alterações promovidas durante o segundo tempo, além da falta de criatividade ofensiva nos momentos mais importantes da partida.

Mesmo com a eliminação, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deverá manter o planejamento para o próximo ciclo visando a Copa do Mundo de 2030. A expectativa é de que o treinador italiano siga no comando da equipe para dar continuidade ao processo de renovação da Seleção, que conta com nomes como Vinícius Júnior, Rodrygo, Endrick, Estêvão e outros jovens talentos que deverão formar a base do elenco nos próximos anos.

O encerramento da campanha de 2026 reforça um jejum que já dura desde o pentacampeonato conquistado em 2002. Desde então, o Brasil chegou às quartas de final em diversas oportunidades, alcançou uma semifinal em 2014, mas segue distante da conquista do sexto título mundial. A campanha deste ano entra para a história pelos números negativos e aumenta a pressão para que a Seleção volte a figurar entre as principais forças do futebol internacional nos próximos ciclos.




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