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Feijão carioca completa 60 anos e segue como base da alimentação dos brasileiros

Criado a partir de pesquisa pública em São Paulo, grão responde por cerca de 60% do consumo nacional e marcou a história da agricultura brasileira.


Feijão carioca completa 60 anos e segue como base da alimentação dos brasileiros

Presente diariamente no prato dos brasileiros, o feijão carioca completa 60 anos em 2026 como uma das maiores conquistas da pesquisa agrícola nacional. Responsável por cerca de 60% do feijão consumido no país, o grão nasceu em solo paulista e se transformou em símbolo da alimentação popular.

A história começa no início da década de 1960, no interior de São Paulo, quando técnicos da área agrícola identificaram plantas com grãos rajados diferentes dos feijões tradicionais da época. O material chamou atenção pelo vigor, produtividade e qualidade após o cozimento.



O potencial levou as sementes para o Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, onde passaram por estudos científicos e testes de campo. Em 1966, o material foi oficialmente registrado e, três anos depois, lançado comercialmente com o nome que se tornaria conhecido em todo o país: feijão carioca.

Apesar do nome, o grão não tem relação com o Rio de Janeiro. A denominação surgiu de forma informal, inspirada no aspecto manchado dos grãos, semelhante à pelagem de animais conhecidos como “cariocas” na época.



A aceitação inicial foi lenta. Consumidores estranharam a aparência rajada, mas campanhas técnicas, distribuição de sementes e ações educativas ajudaram a mudar a percepção. Em poucos anos, o feijão carioca se espalhou pelas lavouras paulistas e depois por todo o Brasil, tornando-se a principal variedade cultivada.

Ao longo das décadas, o feijão passou por sucessivos melhoramentos genéticos, ganhando resistência a doenças, cozimento mais rápido e melhor qualidade nutricional. Hoje, existem dezenas de variedades derivadas do material original, cultivadas em diferentes regiões do país.



Mesmo com a queda no consumo de feijão nas últimas décadas, causada por mudanças nos hábitos alimentares, o carioca segue como pilar da segurança alimentar brasileira e símbolo do impacto da ciência pública na vida cotidiana.

Sessenta anos depois, o grão que acompanha o arroz no almoço do brasileiro continua sendo prova de que investimento em pesquisa transforma o campo — e chega à mesa de milhões de pessoas.








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