Justiça de Marília torna irmãos réus por homicídio após dívida e mantém prisão preventiva
Acusados vão responder por homicídio qualificado, ocultação de provas e outros crimes ligados ao caso
A Justiça de Marília recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou em réus dois irmãos investigados pela morte de um homem ocorrida em janeiro deste ano. Na mesma decisão, o juiz responsável pelo caso converteu a prisão temporária dos acusados em preventiva, mantendo ambos detidos enquanto o processo avança.De acordo com a acusação, o crime teria sido motivado por uma dívida que se estendia desde 2024. No dia 16 de janeiro, a vítima foi até a empresa de um dos investigados, localizada no bairro Jardim Aquarius, para tratar da cobrança do valor devido.
Segundo a investigação, após um desentendimento dentro do estabelecimento, a discussão evoluiu para agressões físicas. O Ministério Público sustenta que a vítima foi atingida na cabeça com um objeto contundente, em uma sequência de golpes que resultou em sua morte ainda no local.
As apurações indicam que, após o homicídio, os envolvidos teriam tentado eliminar vestígios do crime, lavando o chão do imóvel e adotando medidas para dificultar a identificação da dinâmica dos fatos. O corpo foi colocado no veículo da própria vítima e levado até uma área rural na região de Pompeia, onde o automóvel foi incendiado.
O cadáver foi encontrado carbonizado no interior do carro. Durante o andamento das investigações, a polícia também apreendeu joias que, segundo a denúncia, pertenciam à vítima e teriam sido subtraídas antes da ocultação do corpo.
Os irmãos foram identificados e presos no dia seguinte ao crime, após diligências da Polícia Civil. Com o recebimento da denúncia, passam agora à condição formal de réus e responderão por homicídio qualificado, além de outros crimes relacionados à suposta tentativa de ocultação e destruição de provas.
Na decisão que manteve a prisão preventiva, o magistrado considerou a gravidade concreta dos fatos e a necessidade de garantia da ordem pública. A defesa terá prazo legal para apresentar resposta à acusação.
O caso segue em tramitação na Justiça de Marília.






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