Especialista alerta sobre risco de fuga em crianças com autismo e orienta famílias
Psicóloga destaca que comportamento não é “birra”, mas resposta do corpo em situação de alerta
Um comportamento que muitas vezes é interpretado de forma equivocada pode representar um risco real para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA): a fuga repentina, conhecida como “elopement”.
De acordo com a psicóloga Márcia Borbolan, esse tipo de reação não está relacionado à desobediência ou falta de limites, mas sim a um mecanismo de defesa do próprio corpo diante de situações de sobrecarga emocional ou sensorial.
Segundo a especialista, crianças que apresentam esse comportamento podem estar mais expostas a acidentes graves, como atropelamentos, afogamentos e até desaparecimentos, o que reforça a necessidade de atenção constante por parte das famílias.
A orientação é que pais e responsáveis adotem medidas preventivas no dia a dia. Entre elas, estão a antecipação de ambientes de risco, como ruas e locais com grande circulação de pessoas, além da observação de sinais prévios, como agitação, alterações no olhar e mudanças de comportamento.
Outra recomendação é trabalhar, de forma contínua, o ensino de respostas de segurança, com repetição e consistência, além do uso de identificação na criança, como pulseiras ou etiquetas, facilitando a localização em caso de fuga.
Márcia também destaca a importância de investir na regulação emocional, ajudando a criança a lidar com estímulos antes que uma crise se instale.
“A criança não está escolhendo fugir. Muitas vezes, ela está tentando lidar com o que sente internamente. Por isso, o acolhimento e o preparo são fundamentais”, reforça.
A profissional ainda ressalta que famílias que enfrentam essa realidade não estão sozinhas e que o acompanhamento adequado pode trazer mais segurança e qualidade de vida.
Para mais informações e orientações, o contato da especialista é pelo telefone (14) 99101-1568 ou pelo Instagram @psimarciaborbolan.








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