Cooperativas pedem inclusão no Desenrola 2.0 para ampliar renegociação de dívidas
Setor solicita segurança jurídica e regras mais amplas para participação no novo programa do governo federal
As cooperativas de crédito solicitaram ao governo federal participação formal no novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0, com o objetivo de garantir segurança jurídica e ampliar o alcance da iniciativa. O pedido foi encaminhado ao Ministério da Fazenda por meio de um conjunto de propostas elaborado por entidades representativas do cooperativismo.
Entre as principais sugestões está a inclusão explícita das cooperativas entre as instituições autorizadas a operar o programa. Segundo o setor, a medida é considerada essencial para estimular a adesão e fortalecer a atuação dessas entidades no processo de renegociação de débitos.
O documento também propõe a ampliação dos critérios de elegibilidade para pessoas físicas, contemplando cidadãos com dívidas totais de até cinco salários mínimos. A intenção é evitar restrições que possam limitar o acesso ao programa e reduzir seu impacto social.
O Desenrola 2.0 está em fase final de definição pelo governo federal e deve ser anunciado nos próximos dias. A nova versão prevê condições como prazo de até quatro anos para pagamento das dívidas, com juros limitados a 1,99% ao mês, além de descontos que podem variar entre 40% e 90%, dependendo da situação do débito.
A proposta é voltada, neste primeiro momento, para pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em atraso entre 91 dias e dois anos. A inclusão de microempreendedores individuais e pequenas empresas deve ser discutida em uma etapa posterior.
Além da participação direta, o sistema cooperativista apresentou outras sugestões, como a criação de mecanismos de compartilhamento de riscos, incentivos financeiros para concessão de descontos e maior flexibilidade nos modelos de negociação. O setor também defende melhorias na comunicação do programa e acesso a linhas de financiamento com condições diferenciadas para ampliar a capacidade de atuação.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas voltadas à recuperação de crédito e reorganização financeira da população, buscando reduzir a inadimplência e estimular a retomada da economia. A expectativa é de que o novo programa amplie o alcance da primeira edição, com maior participação de instituições e condições mais atrativas para os consumidores.






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