Flávio Bolsonaro amplia apoios para o 2º turno e reúne Zema, Caiado e União Brasil-PP
Candidato do PL terminou o primeiro turno à frente de Lula e passou a receber apoio de adversários derrotados e de importantes forças partidárias
A disputa pela Presidência da República ganhou uma nova configuração após o primeiro turno das eleições de 2026. Flávio Bolsonaro (PL), que chegou à segunda etapa da eleição em primeiro lugar, passou a reunir apoios de nomes e partidos que não estavam alinhados à sua candidatura durante a primeira fase da campanha.
Entre os principais apoios anunciados estão os dos ex-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além da federação formada por União Brasil e Progressistas (União Progressista). A movimentação amplia o arco político em torno da candidatura do PL para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
No primeiro turno, realizado no domingo (4), Flávio Bolsonaro recebeu mais de 56 milhões de votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 53,8 milhões. Os dois avançaram para a disputa decisiva pela Presidência.
Zema e Caiado mudam posição
Um dos primeiros apoios anunciados após o resultado foi o de Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência. Zema havia terminado a disputa em sexto lugar, com 0,27% dos votos válidos, e declarou apoio a Flávio para o segundo turno.
Outro movimento importante veio de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e candidato do PSD. Ele terminou a eleição presidencial na quinta colocação, com 2.605.148 votos, equivalentes a 2,18% dos votos válidos.
Caiado anunciou o apoio ao candidato do PL durante um evento em Goiás, acompanhado por Flávio e pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O posicionamento ocorreu apesar das críticas que os dois trocaram durante a campanha do primeiro turno.
O PSD, entretanto, não adotou o apoio de Caiado como posição nacional. A legenda decidiu liberar seus filiados no segundo turno, mantendo neutralidade partidária.
União Brasil e PP entram na campanha
A federação formada por União Brasil e Progressistas também confirmou apoio a Flávio Bolsonaro. As duas siglas haviam adotado posição de neutralidade no primeiro turno.
A mudança representa uma ampliação importante do grupo político que passou a trabalhar pela candidatura do PL no segundo turno.
Além dos apoios já oficializados, outras articulações estão em andamento. O Republicanos discute formalmente a adesão, enquanto o Podemos também sinalizou tendência de apoio. O MDB, por outro lado, mantém um cenário mais aberto, embora o ex-presidente Michel Temer já tenha declarado apoio a Flávio.
Tarcísio atua nas articulações
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou a exercer papel importante na construção das alianças para o segundo turno.
Além de trabalhar pela aproximação com integrantes do próprio partido, Tarcísio participa das conversas com outras legendas. Flávio e o governador também já programaram eventos conjuntos em São Paulo para os próximos dias.
Entre os compromissos previstos estão um encontro com prefeitos da região metropolitana, no domingo (11), e uma agenda em São José dos Campos na segunda-feira (12), acompanhada de uma motocarreata.
Segundo turno terá nova composição política
A formação das alianças representa uma mudança em relação ao início da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, quando a candidatura enfrentava maior dificuldade para reunir partidos em torno da chapa.
Agora, com a definição do segundo turno, as negociações passaram a envolver não apenas os partidos dos candidatos derrotados, mas também diferentes forças que terão participação na campanha até a votação de 25 de outubro.
Do outro lado, candidatos que ficaram fora da disputa final adotaram posições distintas. Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) afirmaram que não apoiarão nenhum dos dois concorrentes à Presidência.
A campanha entra, assim, em uma nova etapa, marcada pela busca de apoio político, reorganização das alianças e tentativa dos dois candidatos de ampliar suas bases eleitorais antes da votação decisiva.





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