Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização urgente para cirurgia no ombro
Advogados alegam dor persistente e necessidade terapêutica para realização de procedimento nos próximos dias
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito, com pedido de análise em caráter de urgência. A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes na terça-feira (21).
De acordo com o documento apresentado, Bolsonaro enfrenta um quadro de dor persistente e limitação funcional no ombro, mesmo após tentativas de tratamento conservador e uso contínuo de medicamentos. Exames clínicos e de imagem apontaram uma lesão considerada de alto grau no tendão supraespinhal, além de retração significativa e comprometimento de estruturas do manguito rotador.
O procedimento cirúrgico indicado é de reparação por artroscopia, conforme avaliação do médico ortopedista responsável pelo caso. A defesa sustenta que a medida tem caráter estritamente médico, com o objetivo de preservar a integridade física e melhorar a qualidade de vida do ex-presidente.
Os advogados destacam que não se trata de uma solicitação por conveniência, mas de uma necessidade terapêutica diante da evolução do quadro clínico. O pedido inclui a possibilidade de realização da cirurgia já nos próximos dias, dependendo da autorização judicial.
Atualmente, Bolsonaro cumpre pena em regime de prisão domiciliar, após decisão do STF que autorizou a medida por um período de 90 dias. A autorização ocorreu após o ex-presidente passar semanas internado em unidade de terapia intensiva para tratamento de um quadro de broncopneumonia bacteriana.
Segundo informações médicas mais recentes encaminhadas ao Supremo, houve evolução considerada satisfatória no quadro pulmonar, com sinais de melhora progressiva. No entanto, o processo de recuperação ainda apresenta desafios, com relatos de fadiga muscular, dores e dificuldades durante sessões de fisioterapia.
O pedido de autorização para a cirurgia será analisado pelo STF, que deverá decidir sobre a realização do procedimento nos próximos dias.





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