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EUA dizem que prisão de Maduro é ação de “aplicação da lei”

Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, representante norte-americano afirma que não há guerra contra a Venezuela, mas cumprimento de acusações judiciais


EUA dizem que prisão de Maduro é ação de “aplicação da lei”

O representante dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, afirmou nesta segunda-feira (5) que a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro se trata de uma operação de “aplicação da lei”, e não de uma ação militar contra a Venezuela ou seu povo.

Durante a reunião convocada para debater a atuação norte-americana no país sul-americano, Waltz declarou que Maduro é acusado de crimes cometidos contra cidadãos dos Estados Unidos ao longo dos últimos 15 anos e que agora responderá à Justiça em território norte-americano. Segundo ele, a operação também resultou na prisão da primeira-dama, Cilia Flores, classificada pelo diplomata como fugitiva da Justiça dos EUA.

O embaixador comparou a ação à prisão do ex-presidente do Panamá, Manuel Noriega, em 1989, que foi julgado e condenado nos Estados Unidos por tráfico de drogas. Para Waltz, o episódio contribuiu para maior segurança regional. A segunda audiência de Maduro, conforme informado, está marcada para o dia 17 de março.

Waltz voltou a questionar a legitimidade do governo de Nicolás Maduro, afirmando que o presidente teria manipulado eleições. Ele citou críticas recorrentes de observadores internacionais e a recusa de diversos países em reconhecer os resultados eleitorais da Venezuela.

O representante norte-americano também reiterou a acusação de que Maduro lideraria uma organização criminosa denominada “Cártel de los Soles”, apontada por Washington como responsável por tráfico de drogas, armas e pessoas, além de outros crimes violentos. Segundo ele, a atual administração dos EUA não tolerará esse tipo de atuação no Hemisfério Ocidental.

Ao abordar a pauta dos direitos humanos, Waltz afirmou que os Estados Unidos não permitirão que a Venezuela seja usada como base de operações por grupos considerados adversários, como o Irã, o Hezbollah e organizações criminosas internacionais. Ele também destacou o interesse estratégico nas reservas energéticas do país, defendendo que esses recursos não fiquem sob controle de líderes considerados ilegítimos.

Por fim, o embaixador afirmou que as ações dos EUA buscam um futuro mais seguro para a Venezuela e alegou que milhões de venezuelanos que deixaram o país estariam celebrando a queda do regime. Segundo Waltz, tentativas diplomáticas teriam sido feitas anteriormente, mas recusadas por Maduro, e os Estados Unidos manterão suas ações no combate ao que chamam de narcoterrorismo.








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