Estudo aponta maior incidência de olho seco em áreas urbanas
Pesquisa da USP mostra que mulheres e moradores de cidades concentram maior prevalência da síndrome
A síndrome do olho seco, problema relacionado à produção ou à qualidade das lágrimas, é significativamente mais comum em regiões urbanas do que em áreas rurais, segundo estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). A pesquisa indica prevalência próxima de 40% nas cidades, contra cerca de 20% em regiões rurais, além de maior ocorrência entre mulheres.
O levantamento foi realizado nos municípios de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, com aplicação de questionários a moradores com mais de 40 anos. O objetivo foi identificar a frequência da doença e possíveis fatores associados ao seu desenvolvimento, a partir de sintomas como ressecamento, irritação e sensação de areia nos olhos.
Os pesquisadores observaram que a síndrome tem origem multifatorial, envolvendo aspectos ambientais, hormonais, metabólicos e comportamentais. Entre os fatores mais associados estão dislipidemia, histórico de cirurgia ocular, doenças reumatológicas, problemas da tireoide, uso contínuo de antidepressivos e antialérgicos, além da exposição prolongada a telas eletrônicas.
Nas áreas urbanas, o uso de dispositivos por mais de duas horas diárias, fibromialgia, pterígio e dor pélvica crônica também apareceram como fatores relevantes. Já na zona rural, a maior correlação foi registrada em mulheres na fase pós-menopausa.
De acordo com os pesquisadores, o questionário utilizado demonstrou alta precisão ao identificar pacientes com a condição, sendo confirmado posteriormente por exames oftalmológicos em parte dos participantes.
A principal orientação para prevenção da síndrome do olho seco é a adoção de hábitos saudáveis, como boa hidratação, alimentação equilibrada, sono regular e pausas durante o uso de telas. Manter a umidade ocular e respeitar os limites do organismo são atitudes consideradas fundamentais para reduzir os sintomas e preservar a saúde dos olhos.
Os especialistas ressaltam que, ao perceber sinais persistentes, a procura por avaliação médica é essencial, já que outras doenças podem apresentar sintomas semelhantes e exigem tratamentos diferentes.





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