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Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF em derrota inédita para o governo Lula

Nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é barrado após articulação da oposição no Congresso


Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF em derrota inédita para o governo Lula

O Senado Federal rejeitou, de forma inédita, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A votação terminou com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção, representando um revés político significativo para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa inicial era de aprovação do nome indicado pelo Executivo para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso. No entanto, a mobilização de parlamentares contrários ao governo nas últimas semanas foi determinante para a rejeição.

Antes da votação em plenário, Jorge Messias passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em sessão que se estendeu ao longo do dia. Durante sua apresentação, o advogado defendeu o fortalecimento institucional do STF e a necessidade de equilíbrio entre os Poderes.

Ao longo dos questionamentos, abordou temas sensíveis, como o chamado ativismo judicial, destacando preocupação com possíveis excessos e reforçando a importância da separação entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Também tratou de pautas como aborto, afirmando posicionamento pessoal contrário, mas ressaltando o papel do Congresso na definição de regras sobre o tema.

Outro ponto mencionado foi a atuação durante os atos de 8 de janeiro, classificados por ele como um dos episódios mais marcantes de sua trajetória recente. Messias reforçou que a defesa da democracia deve ocorrer dentro dos limites legais e institucionais.

Com trajetória no serviço público federal, Jorge Messias é procurador da Fazenda Nacional desde 2007 e já ocupou funções estratégicas em diferentes áreas do governo. Desde 2023, está à frente da Advocacia-Geral da União.

A rejeição da indicação marca um episódio raro na relação entre Executivo e Legislativo, indicando um cenário de maior resistência política no Senado e possíveis impactos nas próximas articulações do governo federal.




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