Ex-presidente do BRB troca defesa e pode negociar delação em investigação no STF
Mudança ocorre durante julgamento sobre prisão preventiva e amplia estratégias no caso
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, alterou sua equipe de defesa e passou a avaliar a possibilidade de firmar acordo de delação premiada no âmbito das investigações em curso.
A mudança ocorreu nesta quarta-feira (22), com a saída do advogado Cleber Lopes. A defesa do executivo passa a ser conduzida pelos advogados Davi Tangerino e Eugênio Aragão, que também atuou como ministro da Justiça no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
O movimento acontece enquanto a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a decisão que determinou a prisão preventiva de Costa. Até o momento, os ministros Luiz Fux e André Mendonça votaram pela manutenção da medida. Ainda faltam os votos de Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento.
Paulo Henrique Costa foi preso na última semana durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Ele é investigado por suposto recebimento de vantagens indevidas para favorecer negociações envolvendo o banco.
Segundo as apurações, os benefícios teriam sido concedidos em troca de facilitação de operações financeiras com o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. A investigação aponta que valores expressivos teriam sido repassados por meio de imóveis de alto padrão.
Outro ponto sob análise envolve a liberação de recursos bilionários para aquisição de carteiras de crédito consideradas de alto risco, além de tentativas de operações societárias que não avançaram após questionamentos de órgãos reguladores, como o Banco Central do Brasil.
A possível negociação de delação premiada por parte de Costa ocorre em paralelo a movimentos semelhantes de outros investigados no caso. O processo segue em andamento e deve ter novos desdobramentos conforme a análise judicial e o avanço das investigações.





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