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Correios formalizam pedido de empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados

Nova operação depende de garantia do Tesouro Nacional e faz parte do plano de recuperação financeira da estatal


Correios formalizam pedido de empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados

Os Correios formalizaram um pedido para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões junto a bancos privados, em mais uma etapa do processo de reestruturação financeira da estatal. A operação depende de garantia da União e ocorre poucos meses depois de a empresa contratar uma operação de R$ 12 bilhões.

O novo financiamento está sendo negociado com Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. Conforme as informações apresentadas na operação, o crédito terá prazo de 15 anos, com três anos de carência para o pagamento do principal. O custo estimado é de 114,26% do CDI.

A necessidade de novos recursos ocorre em meio a uma situação financeira ainda pressionada. Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026. Apesar do resultado negativo, houve redução de 24,4% em relação ao prejuízo de R$ 3,16 bilhões registrado nos três primeiros meses do ano.

Novo crédito amplia estratégia de reestruturação
A operação de R$ 7 bilhões integra um plano mais amplo para reorganizar as finanças dos Correios, melhorar o fluxo de caixa e alongar o perfil das dívidas.

A empresa já havia contratado, em dezembro de 2025, um financiamento de R$ 12 bilhões com garantia da União. Segundo as demonstrações financeiras da estatal, essa operação tem prazo total de 15 anos, com três anos de carência para o principal e os juros, e amortização posterior em 144 parcelas mensais.

Com a nova operação, os Correios buscam reforçar a liquidez enquanto colocam em prática medidas para reduzir despesas, rever contratos, aumentar receitas e melhorar a eficiência operacional.

Segundo a própria empresa, o financiamento anterior foi utilizado dentro do processo de reestruturação para alongar o perfil do endividamento e regularizar compromissos financeiros de curto prazo.

Tesouro Nacional terá papel decisivo
A contratação dos R$ 7 bilhões depende da concessão de uma nova garantia soberana. O aval da União é considerado fundamental para viabilizar a operação nas condições negociadas com as instituições financeiras.

O pedido ocorre em um momento em que os Correios também enfrentam pressão sobre suas despesas e receitas. Embora a estatal tenha registrado melhora em alguns indicadores no segundo trimestre, o resultado acumulado no ano ainda demonstra a necessidade de continuidade das medidas de recuperação.

Entre abril e junho, a receita líquida chegou a R$ 4,01 bilhões, crescimento de 3,8% em relação aos R$ 3,86 bilhões registrados no primeiro trimestre. O resultado negativo antes do resultado financeiro também apresentou redução no período.

Empréstimos fazem parte de plano maior
A direção dos Correios trabalha com um conjunto de medidas para tentar recuperar a capacidade financeira da empresa. Entre as ações estão a revisão de despesas e contratos, reorganização interna, modernização dos serviços e busca por novas fontes de receita.

A situação, entretanto, continua exigindo atenção. A contratação de novos financiamentos aumenta a capacidade de caixa no curto prazo, mas também amplia o compromisso financeiro da estatal nos próximos anos.

O novo empréstimo de R$ 7 bilhões ainda depende da conclusão das etapas necessárias para a garantia da União e da formalização da operação com os bancos. A proposta ocorre em paralelo à execução do plano de reestruturação dos Correios.




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