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Mortandade de camarões-pitu é registrada no Rio Tietê e mobiliza órgãos ambientais no interior de SP

Milhares de crustáceos apareceram mortos em Igaraçu do Tietê; Cetesb investiga possível alteração na qualidade da água


Mortandade de camarões-pitu é registrada no Rio Tietê e mobiliza órgãos ambientais no interior de SP

Moradores de Igaraçu do Tietê, no interior paulista, se depararam com uma cena incomum nesta semana: milhares de camarões mortos espalhados às margens do Rio Tietê, em uma área conhecida como prainha da cidade. O aparecimento dos animais começou na segunda-feira (2) e voltou a ser registrado nos dias seguintes.

De acordo com especialistas, trata-se do camarão-pitu (Macrobrachium acanthurus), espécie de água doce bastante conhecida na culinária e também utilizada como isca de pesca. Embora originalmente associado a ambientes salobros, o crustáceo foi introduzido em rios da região Sudeste há décadas e acabou se adaptando às bacias do Tietê e do Paraná.




Segundo análise preliminar, a mortandade pode estar ligada a alterações nas condições da água, como redução do oxigênio dissolvido, fator que afeta diretamente organismos mais sensíveis. Apenas os camarões foram encontrados mortos, o que reforça a suspeita de um impacto ambiental específico.

Equipes da Prefeitura realizaram a retirada dos animais das margens do rio, enquanto técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) estiveram no local para coleta de amostras e investigação das causas.

A concessionária responsável pela usina hidrelétrica próxima informou que não há relação entre a operação do sistema e o ocorrido, mas se colocou à disposição para colaborar com as autoridades.

O caso segue em apuração.











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