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Lula defende controle brasileiro sobre terras raras e minerais estratégicos durante evento em Campinas

Presidente afirmou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais, mas reforçou que recursos naturais devem permanecer sob controle nacional


Lula defende controle brasileiro sobre terras raras e minerais estratégicos durante evento em Campinas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta segunda-feira (18) a soberania brasileira sobre minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para o desenvolvimento tecnológico e industrial mundial. A declaração ocorreu durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, interior de São Paulo.

Durante o evento, Lula afirmou que o Brasil está aberto a investimentos e parcerias internacionais, mas destacou que o país não pretende abrir mão do controle sobre seus recursos naturais.

Segundo o presidente, empresas e governos estrangeiros podem participar de projetos no país, desde que respeitem a soberania nacional e contribuam para o desenvolvimento interno da cadeia produtiva.

As declarações acontecem em um momento de forte disputa internacional envolvendo minerais críticos, principalmente entre Estados Unidos e China. Esses recursos são essenciais para setores como tecnologia, transição energética, produção de baterias, indústria automobilística, inteligência artificial e fabricação de equipamentos eletrônicos.

O Brasil possui atualmente a segunda maior reserva de terras raras do planeta, ficando atrás apenas da China. Apesar do potencial estratégico, a participação brasileira no mercado global ainda é considerada pequena.

Especialistas apontam que o país precisa ampliar investimentos em pesquisa, tecnologia e infraestrutura para aumentar a capacidade de exploração e processamento desses minerais no território nacional.

Durante o discurso, Lula também destacou a importância da ciência e da inovação para fortalecer o posicionamento brasileiro no cenário internacional e ampliar oportunidades econômicas ligadas à nova indústria tecnológica.

O evento em Campinas marcou ainda a inauguração de quatro novas linhas de pesquisa do Sirius, equipamento considerado um dos mais avançados do mundo na área científica.

O acelerador de partículas funciona como uma espécie de “supermicroscópio”, capaz de analisar estruturas em escala atômica e auxiliar pesquisas em áreas estratégicas como saúde, agricultura, energia, nanotecnologia, clima e desenvolvimento de novos materiais.

Além da expansão do Sirius, também foi lançada a pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa voltada ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa prevê incentivo à criação de biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novas ferramentas de diagnóstico, fortalecendo a pesquisa científica nacional e ampliando a capacidade tecnológica do país em áreas consideradas prioritárias.




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