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Pesquisa Gerp: Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula e venceria no 2º turno por 47% a 42%

Levantamento divulgado nesta quarta-feira (26) mostra senador numericamente na liderança do primeiro turno, com 38% contra 37% do presidente; no segundo turno, diferença de cinco pontos supera a margem de erro


Pesquisa Gerp: Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula e venceria no 2º turno por 47% a 42%

A corrida pela Presidência da República ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (26). Pesquisa do Instituto Gerp mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições de 2026. Segundo o levantamento, Flávio aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Lula registra 42%.

A diferença de cinco pontos percentuais supera a margem de erro de dois pontos da pesquisa, indicando vantagem numérica de Flávio Bolsonaro dentro dos parâmetros estatísticos do levantamento. Outros 8% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

O resultado chama atenção também pelo desempenho do candidato do PL no primeiro turno. Na pesquisa estimulada, Flávio aparece com 38% das intenções de voto, contra 37% de Lula. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos e, portanto, configura empate técnico entre os dois principais candidatos.

Na sequência aparecem Pablo Marçal (PRTB), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Ronaldo Caiado (PSD), também com 3%. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) registram 1% cada. Os demais candidatos citados pelo levantamento não chegam a 1%. Há ainda 8% de eleitores que não souberam responder e 4% que afirmaram não votar em nenhum dos nomes apresentados.

Flávio transforma empate no primeiro turno em vantagem no segundo
O contraste entre os dois cenários é um dos principais pontos da pesquisa. Enquanto a disputa aparece tecnicamente empatada no primeiro turno, Flávio abre cinco pontos de vantagem sobre Lula quando os eleitores são colocados diante de um confronto direto entre os dois.

O senador registra 47%, contra 42% do presidente. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o intervalo de Flávio ficaria entre 45% e 49%, enquanto o de Lula estaria entre 40% e 44%. Dessa forma, mesmo considerando a variação estatística, os intervalos não se sobrepõem no limite superior de Lula e inferior de Flávio, reforçando a vantagem apresentada pelo candidato do PL nesse cenário específico.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Gerp entre os dias 21 e 25 de agosto de 2026, com 2.400 eleitores em todo o território nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03547/2026. O estudo foi contratado pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp).

Rejeição de Lula é maior
Outro dado importante do levantamento aparece na avaliação da rejeição aos candidatos. Quando perguntados em quem não votariam de jeito nenhum, 49% dos entrevistados apontaram Lula. Flávio Bolsonaro aparece com 40% de rejeição.

Pablo Marçal registra 11%, enquanto Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com 10% cada. Renan Santos tem 8%. A pergunta permitia a indicação de mais de um candidato, portanto os percentuais não necessariamente somam 100%.

A diferença de nove pontos entre Lula e Flávio nesse indicador pode ter importância em uma eventual segunda etapa da eleição, especialmente porque os candidatos precisarão buscar eleitores que hoje não estão totalmente identificados com suas campanhas.

Em uma eleição decidida em dois turnos, a capacidade de reduzir rejeições e conquistar eleitores de outros candidatos costuma ganhar peso à medida que a campanha avança.

Avaliação do governo Lula
A pesquisa Gerp também mediu a percepção dos entrevistados sobre o governo federal. Segundo o levantamento, 51% afirmaram desaprovar o trabalho realizado pelo governo Lula, enquanto 43% disseram aprovar. Outros 6% não souberam responder.

O resultado representa saldo negativo de oito pontos percentuais entre aprovação e desaprovação.

A avaliação, entretanto, apresenta diferenças de acordo com o perfil econômico dos entrevistados. Entre aqueles com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, a desaprovação chega a 61%, enquanto a aprovação fica em 32%. Entre entrevistados com renda superior a 20 salários mínimos, a aprovação alcança 63%.

Segurança aparece como principal preocupação
A pesquisa também perguntou quais são os principais problemas do Brasil que podem influenciar a escolha do eleitor. A violência aparece em primeiro lugar, citada por 45% dos entrevistados.

Na sequência estão a falta de hospitais, com 26%, corrupção, com 25%, falta de médicos, com 23%, impostos elevados, com 17%, escolas ruins, com 16%, e custo de vida alto, mencionado por 14%.

Como cada entrevistado podia indicar até três problemas, os percentuais não devem ser somados.

O resultado coloca a segurança pública como um dos temas com maior potencial de influência na campanha. O assunto tem sido uma das principais bandeiras apresentadas por Flávio Bolsonaro e pelo grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Eleitorado ainda pode definir a disputa
Apesar da vantagem apresentada por Flávio no segundo turno, a pesquisa mostra que a eleição continua aberta no primeiro turno. A diferença de um ponto entre o senador e Lula está totalmente dentro da margem de erro.

Outro dado relevante é o grau de definição dos votos. Segundo o levantamento, 82% dos eleitores que escolheram um candidato afirmam estar totalmente decididos, enquanto 16% dizem que ainda podem mudar de posição. Entre os eleitores de Lula, 89% consideram o voto definido; entre os eleitores de Flávio, esse índice chega a 83%.

Isso significa que, embora exista um eleitorado bastante consolidado em torno dos dois principais candidatos, ainda há espaço para mudanças ao longo da campanha.

A pesquisa também mostra uma diferença entre intenção de voto e percepção sobre quem deverá vencer a eleição. Quando questionados sobre quem acreditam que será o vencedor, 52% apontaram Lula, enquanto 36% citaram Flávio Bolsonaro. O indicador mede a expectativa dos entrevistados e não necessariamente a preferência eleitoral.

Cenário reforça competitividade de Flávio
O levantamento Gerp representa mais um resultado que coloca Flávio Bolsonaro em posição competitiva diante de Lula na disputa presidencial. Em junho, pesquisa do mesmo instituto já havia mostrado Flávio à frente em um cenário de segundo turno, com 44,7% contra 39,1% de Lula. Em julho, o senador aparecia com 45% contra 42% do presidente.

Agora, o novo levantamento mostra 47% para Flávio e 42% para Lula, ampliando a vantagem do candidato do PL nesse cenário.

É importante ressaltar, porém, que pesquisas eleitorais representam um retrato das intenções de voto no período em que foram realizadas e não constituem previsão do resultado das urnas. O comportamento do eleitor pode mudar até o dia da votação em razão da campanha, debates, propaganda eleitoral, alianças, acontecimentos políticos e desempenho dos candidatos.

O cenário apresentado pelo Gerp mostra uma eleição de alta competitividade. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem tecnicamente empatados, com 38% e 37%, respectivamente. Em um eventual segundo turno entre os dois, porém, o senador abre vantagem de cinco pontos, chegando a 47% contra 42%.

Para a campanha de Flávio, o resultado representa um sinal positivo na tentativa de consolidar o senador como principal nome do campo de oposição e ampliar sua capacidade de atrair eleitores além da base tradicional do bolsonarismo.

Para Lula, os números indicam a necessidade de recuperar terreno, especialmente diante do índice de rejeição de 49% e da avaliação negativa do governo registrada no levantamento.

Com a campanha presidencial avançando, a disputa entre os dois nomes deverá continuar concentrando grande parte da atenção do eleitorado. A nova pesquisa Gerp reforça que, neste momento, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula em um eventual segundo turno e tecnicamente empatado com o presidente na primeira etapa da eleição.




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