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Andrei Rodrigues nega monitoramento de Mendonça e defende relatório da PF

Diretor-geral da Polícia Federal afirmou a Fachin que documento foi produzido dentro das atribuições da corporação e sob determinação judicial


Andrei Rodrigues nega monitoramento de Mendonça e defende relatório da PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que a corporação tenha realizado monitoramento ilegal do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ou do advogado-geral da União, Jorge Messias. A manifestação foi encaminhada nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em meio à crise envolvendo decisões sobre a cúpula da PF.

No documento, Rodrigues também defendeu a legalidade do relatório elaborado pela Polícia Federal e afirmou que sua produção ocorreu dentro das atribuições da instituição e em cumprimento a uma determinação judicial. Segundo ele, o material não teria caráter de investigação ou acusação contra as autoridades citadas, mas de análise de informações.

A manifestação ocorre após André Mendonça determinar o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada. A decisão foi posteriormente suspensa por Fachin, que assumiu a condução do impasse e solicitou esclarecimentos ao diretor-geral da corporação.

O relatório está relacionado ao inquérito das fake news e passou a integrar uma disputa mais ampla dentro do Supremo. Segundo informações apresentadas pela PF, a elaboração do documento ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Andrei Rodrigues contestou a interpretação de que o trabalho teria representado vigilância sobre ministros do Supremo ou outras autoridades com foro privilegiado. Na avaliação apresentada a Fachin, os policiais responsáveis atuaram dentro dos limites institucionais e o material possui registro formal na Polícia Federal.

A controvérsia ganhou força depois que Mendonça questionou a validade e a forma de elaboração do documento, chegando a classificar o relatório como inadequado. O ministro havia apontado possíveis irregularidades na atuação da PF e utilizado o material como fundamento para decisões relacionadas ao caso.

Relatório envolve também caso Banco Master
A discussão ocorre paralelamente às investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo STF apontam para contatos entre Alexandre de Moraes e Vorcaro, situação que deverá ser analisada pelo plenário da Corte.

O caso provocou uma disputa entre ministros sobre a validade do relatório, a forma de divulgação das informações e a necessidade de abertura de uma eventual investigação.

Fachin marcou para a próxima terça-feira (15) uma sessão extraordinária do STF para que os ministros analisem o relatório da Polícia Federal e os desdobramentos do caso. A discussão deverá definir os próximos passos sobre o material e sobre os questionamentos envolvendo a atuação de Moraes.

Enquanto isso, a manifestação de Andrei Rodrigues busca afastar a acusação de que a PF tenha monitorado ilegalmente integrantes do próprio Supremo. A palavra final sobre os desdobramentos do episódio caberá ao STF.




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