IBGE prevê queda na safra brasileira em 2026 após recorde histórico em 2025
Estimativa aponta recuo de 1,8% na produção, mesmo com crescimento previsto para a soja
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (15) novas estimativas para a safra brasileira, indicando que a produção em 2026 deve ser menor em comparação com o volume recorde previsto para 2025.
De acordo com o levantamento, a safra de 2026 deve alcançar 339,8 milhões de toneladas, representando uma queda de 1,8% em relação a 2025, o equivalente a 6,3 milhões de toneladas a menos. Mesmo com o recuo, o volume projetado é superior ao do prognóstico anterior divulgado em dezembro de 2024.
Nesta nova estimativa, o IBGE passou a incluir a canola e o gergelim entre os produtos avaliados, culturas que vêm ganhando espaço na produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, ainda que concentradas em poucas regiões do país.
Para 2025, o IBGE projeta o maior volume da série histórica. Arroz, milho e soja seguem como os principais produtos do grupo, respondendo juntos por 92,7% da produção estimada e por 87,9% da área colhida.
A soja deve alcançar 166,1 milhões de toneladas, crescimento de 14,6% em relação a 2024. O milho também bate recorde, com previsão de 141,7 milhões de toneladas, alta de 23,6%.
Outras culturas também apresentam números históricos: o algodão herbáceo em caroço deve chegar a 9,9 milhões de toneladas, aumento de 11,4%. O arroz em casca foi estimado em 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%), o trigo em 7,8 milhões de toneladas (3,7% a mais) e o sorgo em 5,4 milhões de toneladas, crescimento de 35,5%.
Segundo o IBGE, a redução prevista para 2026 está relacionada principalmente à queda nas estimativas de produção do milho, do sorgo, do arroz, do algodão herbáceo e do trigo.
Em contrapartida, a soja deve apresentar crescimento de 2,5%, com acréscimo de 4,2 milhões de toneladas. O feijão também registra avanço na primeira safra, com alta estimada de 3,1%.
O IBGE informou que seguirá revisando os números ao longo do ano, conforme o andamento do plantio e das condições climáticas nas principais regiões produtoras do país.





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