Copom inicia primeira reunião de 2026 com expectativa de Selic mantida em 15%
Mercado prevê juros elevados por mais tempo diante de incertezas fiscais, inflação resistente e cenário externo instável
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta semana a primeira reunião de 2026 para definir o futuro da taxa básica de juros da economia. A expectativa do mercado financeiro é de manutenção da Selic em 15% ao ano, patamar que permanece desde junho de 2025 e considerado o mais alto em quase duas décadas.
Analistas avaliam que ainda não há espaço para cortes imediatos, já que a inflação segue acima do centro da meta e o ambiente econômico apresenta riscos tanto no Brasil quanto no exterior. Uma eventual redução nos juros deve ser discutida apenas a partir das próximas reuniões, possivelmente em março.
No cenário interno, pesam as preocupações com o avanço da dívida pública, que gira em torno de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e pode crescer nos próximos anos. Já no exterior, conflitos geopolíticos e instabilidades globais aumentam a cautela dos bancos centrais.
Com juros elevados, o crédito fica mais caro para consumidores e empresas, o que impacta financiamentos, investimentos e o ritmo de crescimento da economia. Mesmo com pressões do setor produtivo por cortes, o Banco Central mantém postura conservadora.
Segundo projeções do mercado, a Selic pode encerrar 2026 em torno de 12,25%, com reduções graduais nos anos seguintes, caso o controle da inflação avance.





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